Santa Lúcia Filippini

Lúcia nasceu aos 13 de janeiro de 1672 em Corneto, hoje Tarquinia. Meses depois, fica órfã da mãe e aos sete anos perde também o pai.
O Senhor, que não abandona nunca os que nEle confiam, fez brotar no coração dos tios maternos o mesmo afeto que Lúcia teria tido da parte de seus pais e, assim, os três órfãozinhos: Elizabete, Francisco e a pequena Lúcia encontraram uma nova casa, um ninho aquecido de fé e muito amor.Desde os primeiros anos, a pequena Lúcia demonstrava acentuada predileção pela oração e pelo estudo do Catecismo.Nutria pelos tipos um profundo respeito; era dócil, obediente e de boa vontade, retribuía o afeto que deles recebia.Jovem de espírito esfuziante e vivaz, sabia dominar-se, mantendo no seu comportamento uma nota de contida alegria. Ajudava sua tia nos afazeres domésticos; procurava não desgostar ninguém e se, uma vez ou outra, supunha estar em falta, pedia logo desculpas: “Perdoai-me, pelo Amor de Deus”.Em 1688, encontra-se com o Cardeal Marco Antônio Barbarigo, Bispo de Monte Fiascone como aluna no Mosteiro de Santa Clara.Com o estudo do Catecismo, Lúcia e outras companheiras de estudo e recreação aprenderam a conhecer melhor o Senhor e amá-Lo mais ainda.O Cardeal ficou surpreendido com a simplicidade, com o candor, e com a sensatez de Lúcia e, dela ouviu os votos e as aspirações. E no Mosteiro Santa Clara, onde, com o estudo e a oração, ela se preparava para a missão que Deus lhe reservara; recebeu o Sacramento da Crisma que lhe foi administrado pelo Cardeal Antonio Barbarigo.Aos vinte anos de idade, Lúcia aceitou a opinião do Cardeal que a colocava à frente de uma nova fundação: O INSTITUTO DAS MESTRAS PIAS; transmite-lhe a regra a observar e entrega-lhe o novo hábito que vestirá. A partir daí, sua vida tornar-se um interrupto apostolado na escola e na catequese.O HÁBITO PRETO falava-lhe de sacrifício, de apostolado; e pedia-lhe perfeição no Amor à Cristo e na caridade em relação aos irmãos.Lúcia morreu em Monte Fiascone aos 25 de março de 1732. Sua beatificação ocorreu aos 13 de junho 1926 e sua canonização em 26 de junho de 1930.