A criação, organização e consolidação
das Escolas das Mestras Pias Filippini permaneceram ligadas a dois nomes:

O Cardeal Marcantonio Barbarigo nasceu em Veneza, Itália, aos 6 de março de 1640 e faleceu em 26 de maio de 1706, em Montefiascone, depois de ter feito de sua vida uma doação a Deus, presente nos irmãos e irmãs do povo.
Lúcia Filippini nasceu em Corneto, Tarquínia, Itália, em 13 de janeiro de 1672. Faleceu em Montefiascone, em 25 de março de 1732 e foi canonizada em 22 de junho de 1930, pelo Papa Pio XI.
Em 1692, com a ajuda de Lúcia Filippini e Rosa Venerini, o Cardeal
Barbarigo fundava as primeiras escolas para o povo, na sua diocese, que mais
tarde concretizaria a obra do Instituto de Educação e Assitência
Lúcia Filippini. O seu objetivo era a "Educação
Cristã da Juventude", que se realizava através das escolas,
consideradas pelos fundadores "o ambiente mais apropriado para a formação
integral do ser humano".
Lúcia Filippini, com sua presença, com seu entusiasmo e encorajamento,
ampliou o círculo das fundações na Itália.
Depois da primeira escola para as jovens de Montefiascone em 1692,
muitas outras
obras foram abertas.
"
Lúcia é a Educadora do povo". Nos irmãos e nas
irmãs, ela vê o próprio Cristo, ama-O, confunde-se com
Ele, vive, e dá a sua vida a serviço do próximo.
Após a morte de Lúcia Filippini, as Mestras Pias continuaram
sua obra de formação e evangelhização da criança,
do jovem e da mulher, na Itália, expandindo-se nos Estados Unidos,
Inglaterra, Suíça, Brasil, Irlanda, África (Etiópia
e Eritréia) e Índia (Andhra Pradesh).
Em 2 de maio de 1962, Madre Ninetta Jonata, enviava para o
bairro de Itaberaba, São Paulo, Brasil, as cinco primeiras Mestras Pias Filippini, atendendo
ao apelo do Papa João XXIII às Superioras Gerais das diversas
Congregações de Roma: "Ajudai-me a salvar a Fé na
América Latina".
A fundação brasileira cresceu rapidamente estendendo seu campo
de atuação em outros centros, na cidade e no Estado de São
Paulo, bem como em outros estados: Bahia, Rondônia, Mato Grosso e Goiás.
O Colégio Santa Lúcia Filippini foi fundado em 1964 por Madre
Ninetta Jonata, na época, Superiora Geral do Instituto.
Em 3 de março de 1964, iniciavam-se as aulas no então Ginásio
Santa Lúcia Filippini (primeiro nome deste Colégio). Foram
matriculados oitenta e seis alunos, formando-se duas classes da antiga 1a
série ginasial. Estando o prédio da escola ainda em construção,
uma classe funcionava no auditório e a outra na garagem da casa das
Irmãs.
A primeira diretora do Colégio foi a Irmã Mary Ann Patti, que
nele permaneceu até o final de 1970.
Em 3 de março de 1965, abriu-se a Escola Normal Particular Santa Lúcia
Filippini (curso de Magistério existente no Colégio até 1993).
No dia 19 de março do mesmo ano, o então Cardeal Arcebispo
de São Paulo, Dom Agnello Rossi, abençoou o edifício
onde passariam a funcionar o Ginásio e a Escola Normal.
Em dezembro de 1967, realizou-se a primeira Formatura
dos Cursos Ginasial e Normal, numa única festa.
Desde 1963, Padre Achilles Silvestre, primeiro Vigário da Paróquia
de Itaberaba, havia confiado às Mestras Pias a antiga escola Paroquial
Santa Cruz. Em 1968, ele entregou definitivamente a escola, que passou a
denominar-se Escola Primária Santa Lúcia Filippini.
Colégio espera, com a ajuda de Deus, continuar contribuindo
para a educação sadia das futuras gerações
de brasileiros, de forma que sejam mulheres e homens conscientes e
instrumentos para a disseminação
da Paz e Fraternidade no País.